Depois de tudo, fica aquele silêncio no ar, as eternas
perguntas sem respostas que pairam sobre nós. É incrível como continuamos no
mesmo roteiro, na mesma melodia que nos acompanhou todos estes anos, não é? Não
me importei, mas chorei madrugadas a fio e passei parte da minha vida sem saber
o que é ter uma noite em condições. Mas mesmo assim, continuei a minha vida
como se nada tivesse acontecido. Mãe, tu acabaste com a pouco força que me
restava.. e mais uma vez, magoei-me a mim mesma. Todos reunidos, são um autentico bando de
falsos! Um simples e estúpido teatro..
Não me alimento mais de falsas esperanças, vocês não mudam, mas mãe não
sou nenhum objecto. Não tenho de levar com os teus problemas porque tu nunca
levas-te com os meus! Eu não pertenço a vocês, não pertenço aqui e tu, vocês no
fundo, sabem tão bem quanto eu disso.. Os quadros que tinha na sala com o retrato de família eu própria
encarreguei-me de o tirar, nunca tinha pedido algo com tanta intensidade e veracidade
em toda a minha vida! Sei bem que sou
uma confusão do sofrimento calado, sou a solidão no meio da multidão e sou o nome
que jamais será pronunciado. Sou muita coisa que não gostaria de ser e por causa da vida tornei-me o que nunca imaginei me tornar. Mas, agora lidem com as
consequências, vocês fogem delas! Vocês não enfrentam a verdade, vivem em torno
de mentiras, vivem rodeados de falsidade, num pleno teatro, num palco onde é
abaixo do chão, parem! Eu já sai dessa.. Aprendi a esconder sentimentos com um sorriso
e faço de tudo para ver os outros sorrir, não importa o que se passa comigo,
até porque quase ninguém entende uma dor que não lhe pertença. Não me quero importar mais convosco, no fundo
vocês nunca se importaram comigo! Porque
eu cai fora, cai sim. É triste, fiquei no chão, tudo desapareceu, não tive
força para me levantar. Não, não é orgulho, é uma frustração. Mas, levantei-me,
levantei-me e bem alto! E agora orgulho-me de mim, porque foi por mérito
próprio que o fiz, não dependi de vocês nem das vossas falsas palavras e do vosso
falso apoio, nada disso! Eu deixei de viver, passei apenas a existir. O
silêncio sempre falou mais alto, por nós. Mas, é esse silêncio que vocês vão
ter de mim, só e apenas. Porque, este jogo vai ser ganho por mim.
domingo, 30 de dezembro de 2012
28 de Dezembro de 2012
E foi
numa madrugada, aparentemente igual a
todas as outras.. Igual a muitas que nós vivemos, que percorremos o mundo,
voamos e voamos mesmo sem termos asas. Mas, esta madrugada levou-te. Quando
soube o mundo ruiu, os céus que nós voamos caíram. Tudo em ti era quase
perfeito, diferenciaste-te de todas aquelas pessoas que entraram na minha vida.
Porque tu, tu entraste de uma maneira completamente diferente, mostraste-me o
valor da confiança, mostras-te que posso ter tudo mesmo não tendo nada. Teu olhar
brilhava quando falavas comigo. E esperei e ainda espero por uma mensagem tua, mensagens
que me levavam de volta ao nosso mundo. Preocupavas-te comigo de uma forma que
quase ninguém se preocupava.. o nosso passado virou presente. Mas sei que não
adianta esperar mais nada de ti, tenho que aceitar que tu partiste.. que as
tuas veias frágeis não aguentaram, que o teu coração acelerou á velocidade da
luz. Mas sei bem, sei que não queres que lamentem e muito menos sintam pena de
ti, porque foi uma escolha tua e eu sei bem que nós fizemos escolhas, fizemos
coisas que não devíamos ter feito, mas o arrependimento nunca chegou até nós. E
tu foste feliz, até eu fui feliz contigo. Era a vivacidade da vida, em nossas
veias (…) E, sei que onde tu estiveres eu estarei contigo. Mas, tu foste e a
promessa não foi quebrada porque parte de mim, também foi contigo!
domingo, 16 de dezembro de 2012
Encontro-me aqui, olhando para além da janela, em outra direcção,
como se estivesse a procurar por alguém. A paisagem passa rápido pelos meus
olhos, e aqueles velhos pensamentos logo se perdem entre as árvores e
montanhas. Sei que o mundo é pequeno demais para as minhas lembranças e então
deixo que o vento leve e mude tudo, os meus sonhos e tudo o resto. Sinto como
se todos os dias da minha vida tivessem sido feitos e desfeitos por
alguém.. Sou fraca o bastante por não conseguir entender a minha alma e admitir
a essência e voltar atrás. É disso que tenho medo. Mas mais ninguém me irá
ferir de tal maneira. Então, fico firme,
acelero e sigo em frente quando quero voltar. Deixo o vento agir.. Misturo tudo
num copo cheio de nada, e bebo sem respirar.
domingo, 9 de dezembro de 2012
Entre ruas e ruelas
Coleccionei momentos impossíveis
E sonhos em que o tempo e o espaço entre despedidas
Fingem nunca ter acontecido
A cidade disfarça-se, mas não esconde a falsidade
De pessoas falsas
Os sorrisos e olhares já não brilham sincronizados
São espelhos de felicidades desesperadas
Em ameaças de saudade.
Coleccionei momentos impossíveis
E sonhos em que o tempo e o espaço entre despedidas
Fingem nunca ter acontecido
A cidade disfarça-se, mas não esconde a falsidade
De pessoas falsas
Os sorrisos e olhares já não brilham sincronizados
São espelhos de felicidades desesperadas
Em ameaças de saudade.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
[...] nada mais [...]
Gostava
de saber certas coisas, talvez assim me magoasse menos. Se eu soubesse que tudo
foi tão falso e sem valor, jamais deixaria que os meus olhos se perdessem por
estradas tão longínquas. Cada passo meu, seria muito mais lento.. Cada olhar,
mais atento.. Simplesmente para que nenhum segundo me deixasse com duvidas de
qualquer certeza. Para que nenhum sorriso fosse falso, nenhum abismo me fizesse
cair tão alto e fosse eterno o frio dentro de cada pedaço meu. Eu já não vivo
mais de ilusões, já não me prendo mais a cada pôr-do-sol, a cada linha de metro,
nem pedirei nada mais ao vento que me levou.. amo a noite e sei que nada é mais
que pó!
[...] uma saída [...]
Escolhi
afastar-me…
Sem dizer adeus, nem sequer dar uma explicação, mas…
Sair decidida a queimar todas as páginas ou livros em que o teu nome estivesse escrito, foi difícil, parecia que querias entrar dentro dos meus pensamentos e descobrir o que estava a acontecer.
A indiferença, o desprezo, a raiva, o ódio entraram, no meu coração e entre mim e tu, a amizade, o carinho, a admiração que eu sentia foram embora sem dizer uma palavra.
Não deixaram nenhum bilhete, nem mesmo uma carta para que eu fosse de encontro a eles.
Estou há procura de um outro caminho.
Uma estrada que me leve para um outro lugar onde tu não me possas mais ferir.
Onde eu olhe o horizonte e consiga ver as estrelas e não tu.
Mas, a escolha foi tua.
Sem dizer adeus, nem sequer dar uma explicação, mas…
Sair decidida a queimar todas as páginas ou livros em que o teu nome estivesse escrito, foi difícil, parecia que querias entrar dentro dos meus pensamentos e descobrir o que estava a acontecer.
A indiferença, o desprezo, a raiva, o ódio entraram, no meu coração e entre mim e tu, a amizade, o carinho, a admiração que eu sentia foram embora sem dizer uma palavra.
Não deixaram nenhum bilhete, nem mesmo uma carta para que eu fosse de encontro a eles.
Estou há procura de um outro caminho.
Uma estrada que me leve para um outro lugar onde tu não me possas mais ferir.
Onde eu olhe o horizonte e consiga ver as estrelas e não tu.
Mas, a escolha foi tua.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
[…] assombrações de uma noite mal dormida […]
Acordo,
é de madrugada e olho para os lados e não vejo ninguém. Mas estou feliz, começo
então uma das mais lindas conversas com a noite.
Até quando vou pensar sempre no mesmo? Uma? Duas? Trinta mil vezes. Adormeço e o “quase” interfere no meu sono e acordo (…)Eu só quero que tudo isto passe e quando passar que passe de vez.
Mil e uma loucuras percorrem o meu corpo, incrivelmente não me arrependo de nada.. nem do perdão que devia ter pedido, nem o ódio que não devia ter sentido, nada.. nada restou. Rastejei em busca de algo e esse algo fugiu. Cansei, simplesmente.
E, por mais que tente adormecer, os meus olhos teimam em estar vidrados na escuridão.. em tempos, escuridão essa que me consumia.
E, amanhã será um novo dia, irei acordar, sair com o melhor sorriso há rua, vou parecer a pessoa mais feliz do mundo, mas esta será apenas mais uma noite, mais uma noite em vão […]
Até quando vou pensar sempre no mesmo? Uma? Duas? Trinta mil vezes. Adormeço e o “quase” interfere no meu sono e acordo (…)Eu só quero que tudo isto passe e quando passar que passe de vez.
Mil e uma loucuras percorrem o meu corpo, incrivelmente não me arrependo de nada.. nem do perdão que devia ter pedido, nem o ódio que não devia ter sentido, nada.. nada restou. Rastejei em busca de algo e esse algo fugiu. Cansei, simplesmente.
E, por mais que tente adormecer, os meus olhos teimam em estar vidrados na escuridão.. em tempos, escuridão essa que me consumia.
E, amanhã será um novo dia, irei acordar, sair com o melhor sorriso há rua, vou parecer a pessoa mais feliz do mundo, mas esta será apenas mais uma noite, mais uma noite em vão […]
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