Há muito que não escrevo para ti, pai, apesar de ser raro
ainda o faço. Fiquei a pensar, seriamente nas palavras que a mãe me disse hoje
numa das conversas em que insiste ter comigo. Afirmou com tanta certeza de que
tu nunca irias falar comigo sobre o meu passado e sabes? Doeu, doeu-me tanto,
mas no fundo eu entendo-te. Não seria fácil para ti o fazeres, já te magoei
tanto que já não há nada mais para se destruir. E se algum dia o quisesses
fazer, eu não sei se aguentaria, depois de tantos anos em silêncio a tua
primeira palavra daria cabe de mim, abriria todas as minhas cicatrizes,
despedaçava o meu coração e as lágrimas prolongar-se-iam nos próximos tempos.
Por isto e por tantas outras coisas, eu prefiro que as coisas sejam assim.
Prefiro o teu silêncio que apesar de doer, magoa menos. Prefiro passar por ti
no corredor como em anos anteriores e fazer de conta que eramos desconhecidos,
que tu não fazias ideia do que se passava comigo e ser tão fria ao ponto de não
me importar com a tua dor. Apesar de saber que nunca o farás, perdoa-me e um
dia perdoar-te-ei também.
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Broken heart..
Percebi que não era como eu pensava, nem como sentia que fosse.
Percebi que era apenas eu numa luta contra mim mesma e caso me magoasse tu não te importarias.
Percebi que estava rodeada de ilusões que o meu coração insistiu em criar,
Fugi da realidade e guardei-a para mim.
Percebi que não tinha outra opção se não a aceitar.
Percebi que o que me restou foram pedaços de um coração que acreditou demais num amor que não existe,
E que tão pouco nunca existiu,
Apesar de o teres dito.
Percebi que era apenas eu numa luta contra mim mesma e caso me magoasse tu não te importarias.
Percebi que estava rodeada de ilusões que o meu coração insistiu em criar,
Fugi da realidade e guardei-a para mim.
Percebi que não tinha outra opção se não a aceitar.
Percebi que o que me restou foram pedaços de um coração que acreditou demais num amor que não existe,
E que tão pouco nunca existiu,
Apesar de o teres dito.
sábado, 7 de setembro de 2013
Hoje o relógio parou,
Lembrei-me de todas as promessas que não foram cumpridas,
De todas as palavras que nunca foram ditas e de todos os sentimentos nunca revelados.
Vazios que ficaram por preencher.
Sentimentos são como segredos, daqueles que guardámos a sete chaves e não deixamos que ninguém saiba, que fazemos questão de os manter connosco por mais doentios que eles sejam. Mas se alguém nos fere, nós esperamos uma eternidade para voltar a acreditar neles..
Eu perdi o rumo precisamente quando estava á procura de um.
Os dias obscurecem os meus pensamentos e eu continuo parada, perdida, abraçando ilusões enquanto respiro lentamente..
A estrada que caminho está cheia de pedras, é como se fosse um labirinto de dúvidas, tristeza, raiva, ódio.
Habita agora um silêncio no meu olhar tão apagado, ouve-se murmúrios apagados de quem já acreditou tanto na vida, a dor perde-se em gritos que todas as noites tomam conta de mim, o percurso ficou inacabado e tudo perdeu a cor.
As estradas que caminho já não têm o mesmo sentido e já pouco renasce de mim.
Resta uma alma cheia de cicatrizes que latejam a cada dia que passa e uma memória que não quero ter.
Lembrei-me de todas as promessas que não foram cumpridas,
De todas as palavras que nunca foram ditas e de todos os sentimentos nunca revelados.
Vazios que ficaram por preencher.
Sentimentos são como segredos, daqueles que guardámos a sete chaves e não deixamos que ninguém saiba, que fazemos questão de os manter connosco por mais doentios que eles sejam. Mas se alguém nos fere, nós esperamos uma eternidade para voltar a acreditar neles..
Eu perdi o rumo precisamente quando estava á procura de um.
Os dias obscurecem os meus pensamentos e eu continuo parada, perdida, abraçando ilusões enquanto respiro lentamente..
A estrada que caminho está cheia de pedras, é como se fosse um labirinto de dúvidas, tristeza, raiva, ódio.
Habita agora um silêncio no meu olhar tão apagado, ouve-se murmúrios apagados de quem já acreditou tanto na vida, a dor perde-se em gritos que todas as noites tomam conta de mim, o percurso ficou inacabado e tudo perdeu a cor.
As estradas que caminho já não têm o mesmo sentido e já pouco renasce de mim.
Resta uma alma cheia de cicatrizes que latejam a cada dia que passa e uma memória que não quero ter.
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