Eu amo
a noite, a noite escura e sombria. Fascina-me o tilintar cintilante das
estrelas e todo o seu mistério envolvente.. o silêncio perfeito, a libertação
da alma, mistério apenas. O silêncio que ouço dos carros estrada fora semelham-se
apenas ao movimentos do meu corpo e todas as luzes obscuras fazem-me lembrar de
todas as vezes em que os meus pensamentos ganharam forma e me projectaram
contra a parede. E tudo é grandioso, tudo se torna tão nosso. Sempre aguardei
as horas escuras e caladas da noite, como se estivesse há espera de um amor.. e
tenho a certeza que se a noite fosse uma pessoa eu seria eternamente apaixonada
por ela, como já sou.
E raramente me sinto sozinha, pois é na noite que o pensamento adquire voz e
todas as memórias do meu corpo voltam. Foram noites em que me destruí , noites
em que nada em mim fazia sentido.. mas eu amava loucamente aquelas noites!
Longe do mundo real, respirava o melhor de mim e ao mesmo tempo cortava-me em
pedaços. Corri estradas foras, rostos desconhecidos, promessas que foram
quebradas e erros que jamais serão perdoados!
E respirava suavemente, sem ninguém por perto, só eu e eu e o silêncio
quebrados pelos gritos de desespero da minha alma, corpo e mente.
Já nada com sentido restou. Os pássaros voaram e numa noite qualquer, eu voarei
com eles, para sempre.. há meia noite!
domingo, 17 de março de 2013
[...] finalmente [...]
Finalmente, depois de tanto tempo hoje foi a primeira noite sozinha no meu quarto.. voltei a sentir aqueles momentos em que o quarto era só meu e agora tenho-o só para mim. Deito-me e vejo os reflexos nas parede, tudo parece estranhamente leve […] Talvez seja apenas uma ilusão da minha cabeça, mas nada me convence a sair daqui agora. Os desenhos que outrora desenhei na parede sobre a cama reaparecem e me lembram de tudo o que passei nestas quatro paredes. Os raios luminosos que entram pela janela espalham-se numa melodia tão linda, surge o meu sorriso então […] Por onde olho, imagens do passado surgem á velocidade da luz, para muitos apenas um quarto, para mim não, é mais que isso. Eu construí um mundo dentro destas simples quatro paredes.
E aqui sozinha, aproveito para por as minhas ideias em ordem, não tenho ninguém para me chatear com isto ou com aquilo. O silêncio que eu sempre quis finalmente aparece! Sinto-me feliz, sou feliz aqui? Não, sei que amanhã me vou levantar e vai ser necessário quebrar esta minha fantasia. Talvez aconteça algum dia, num outro lugar.. ou outra vida. Afinal, isto não é apenas uma questão de fechar os olhos e me deixar levar pelo desejo de querer estar noutro sitio, num sitio calmo.. são apenas linhas que se cruzam na minha mente, há procura de respostas. Eu posso tentar amanhã, depois e depois.. Mas nunca será a mesma coisa, não aqui. Porque apesar de tudo, não é aqui que eu pertenço.
quarta-feira, 6 de março de 2013
Na
minha mente..
Não existe paz e eu procuro respostas por algo que no fundo, não existe.
Os sinais perdem-se em redor das cinzas que restaram
E eu arrepio-me e o medo apodera-se sobre mim,
Tenho uma mente perigosa.
Temo por cada minuto que passa, temo o fundo dos meus olhos e os segredos inconfundíveis e todas as promessas que lá se escondem.
Eu vejo a verdade que dentro de mim escondo e me queima por dentro
E não há perdão, apenas raiva, raiva acumulada!
As lembranças vazias das minhas veias deixam-me perdida,
E talvez, numa das próximas noites,
Eu encontre alguma paz.
Não existe paz e eu procuro respostas por algo que no fundo, não existe.
Os sinais perdem-se em redor das cinzas que restaram
E eu arrepio-me e o medo apodera-se sobre mim,
Tenho uma mente perigosa.
Temo por cada minuto que passa, temo o fundo dos meus olhos e os segredos inconfundíveis e todas as promessas que lá se escondem.
Eu vejo a verdade que dentro de mim escondo e me queima por dentro
E não há perdão, apenas raiva, raiva acumulada!
As lembranças vazias das minhas veias deixam-me perdida,
E talvez, numa das próximas noites,
Eu encontre alguma paz.
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