domingo, 17 de março de 2013

[…] a morte de um coração […]

Eu amo a noite, a noite escura e sombria. Fascina-me o tilintar cintilante das estrelas e todo o seu mistério envolvente.. o silêncio perfeito, a libertação da alma, mistério apenas. O silêncio que ouço dos carros estrada fora semelham-se apenas ao movimentos do meu corpo e todas as luzes obscuras fazem-me lembrar de todas as vezes em que os meus pensamentos ganharam forma e me projectaram contra a parede. E tudo é grandioso, tudo se torna tão nosso. Sempre aguardei as horas escuras e caladas da noite, como se estivesse há espera de um amor.. e tenho a certeza que se a noite fosse uma pessoa eu seria eternamente apaixonada por ela, como já sou.
E raramente me sinto sozinha, pois é na noite que o pensamento adquire voz e todas as memórias do meu corpo voltam. Foram noites em que me destruí , noites em que nada em mim fazia sentido.. mas eu amava loucamente aquelas noites! Longe do mundo real, respirava o melhor de mim e ao mesmo tempo cortava-me em pedaços. Corri estradas foras, rostos desconhecidos, promessas que foram quebradas e erros que jamais serão perdoados!  E respirava suavemente, sem ninguém por perto, só eu e eu e o silêncio quebrados pelos gritos de desespero da minha alma, corpo e mente.
Já nada com sentido restou. Os pássaros voaram e numa noite qualquer, eu voarei com eles, para sempre.. há meia noite!

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