sábado, 10 de novembro de 2012

[...] e quando me perguntarem [...]


Sim, eu perdi-me. Não porque quis, talvez porque fizeram com que isso acontecesse.. Juro que tentei, tentei aguentar de mil e uma maneiras, mas nenhuma dessas resultou. Fizeram-me sentir como um resto de tudo e nada.
A frieza que agora percorre em mim, veio para ficar […] Pairou sobre mim sentimentos de uma pessoa que fui. Pode até parecer que estou nervosa, descontrolada mas não estou. Pelo contrário, sinto-me bastante calma e sei que nunca conseguirão perceber isso.
Se me calo é porque até as minhas palavras se cansaram de sair em vão, tentando mostrar tudo e acabando por mostrar nada.
Pensamentos, aqueles.. óh! Esses mesmos, sei quais são (…) E quando eu já pertencer á noite irão perguntar porque morri e no céu estará escrito: “sufocou-se com as suas próprias palavras”.

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