No
final do dia, o silêncio da noite é o mais perfeito. Os gestos não acompanham a
mente e o corpo estende-se num tempo interminável. Vejo as sombras a dançarem á
minha frente, mexem-se numa pureza incomum. As palavras, essas misturam-se há
procura de um significado que não existe e sinto-me embalada numa respiração
profunda de uma alma sem retorno. É estranho ao ponto de ser um sentimento que
de tão horrível, destrói sorrisos.
E essas sombras misturam-se até me darem a volta á cabeça, imagens que se
revoltam e logo desaparecem, palavras que desvanecem com a violência dos
pensamentos. Vejo uma porta trancada, uma janela que bate incessantemente, lágrimas
contidas a encher os olhos vidrados numa alma inquieta desfeita pelo vento. A
respiração entrecortada não deixa em sossego o meu coração e assusta-me cada
batimento. Depois de semeadas, recolho
palavras destruídas contra os momentos que magoam, palavras cortantes na minha
pele e deixam marca. O meu olhar torna-se aflito, os espaços vazios, feridas
abertas que sangram, cicatrizes escondidas.. Espadas fortemente encostadas ao
sofá, sangue escorrendo pelas paredes e punhais pousados na mesa. Há um cheiro
de luta no ar, mas a batalha não acabou.
amei amor
ResponderEliminarobrigada amor
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