segunda-feira, 12 de novembro de 2012

[...] a memoria de uma infância perdida [...]


Re(lembro) um tempo que já passou. Um tempo de mentiras, de falsas promessas. Enquanto as minhas mãos escrevem rapidamente para que nenhum pensamento se perca, o meu corpo esfria.
Memórias, são tão permanentes, tão fortes, tão verdadeiras que não dão para se apagar. Tenho milhares de memórias e uma alma vazia.
Infância, uma palavra tão terna, tão suave, mas que para mim, toda ela me faz sentir dor. Dor de a ter perdido.
Mas posso sempre lembrar-me daquele verão, também é só desse que eu desejo me lembrar, só esse que quero.. As idas há praia, ainda choro a ver aquela fotografia, lembras-te? Carinhosamente, tratavas tão bem de mim.. Os teus abraços que me protegiam de todo o mundo, as palavras lindas que me faziam acreditar num mundo perfeito e me faziam sentir uma criança feliz.
O que me resta dizer e lamentar é que tudo isso se perdeu.. eu, tu e a minha infância.

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