sexta-feira, 16 de novembro de 2012

[…] a primeira de muitas […]

Uma vida inteira a tentar ser feliz, uma vida inteira a tentar deixar o sofrimento, a deixar o que me destruiu..
Duas da tarde, saindo porta fora indo para a escola, a ideia já estava fixa há muito.. mas um dia ia acontecer. Perdi-me no caminho, fui ter a outro, no entanto era esse outro que eu queria.. fui ser feliz. Esvaziei um maço para matar a ansiedade, mas não deu resultado. Quis respirar algo que não o ar, era tão falso.. viver para morrer. Eu tinha de o fazer. Voltei para a escola, fechei-me numa casa de banho e agora eu, unicamente eu e quatro paredes.. Senti então, a necessidade de ver sangue, peguei no objecto mais desejado na altura e cortei-me não só a minha pele mas a mim também. Já estava em bocados, bocados de mim que há muito já se haviam perdido.. E foi neste dia, foi neste dia que descobri o que mais temia […]
Foram dezoito, disse adeus ao mundo, fechei os olhos e cai.

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