Os últimos dias não têm sido fáceis, têm sido tristes, monótonos, solitários e
sem sentido algum! Entre quatro paredes, olho para os lados, as minhas costas
sentem o frio da parede e perco o chão. As minhas lágrimas caem há velocidade
que o sol nasce, as noites tem sido longas.. sinto um enorme fervor no meu
coração, é como se algo o consumisse e nesse momento ele vacilasse.. Estou
perdida num mundo de lembranças, nos esqueletos do meus sonhos que em tempos
pairavam no ar e descansaram solenemente.. hoje evaporaram-se! A amargura foi coberta
pela delicadeza de uma pétala, e o sofrimento por uma gota de orvalho ..
E realmente eu sinto um vazio que carreguei durante toda a minha invisível
existência! E foi então que a tristeza sorriu-me e olhou para mim com um olhar
sofisticado.. Eu não sei bem dizer o momento em que ela me perdeu, mas não
demorou muito a que ela me voltasse a encontrar […] Mas é mesmo assim, a dor
está lá e eu aqui, no meu silêncio. E é a simplicidade do vento que hoje me
tocou e sinceramente não me importei se a chuva caiu sobre mim, ela disfarça
toda a tristeza acumulada durante a minha estupida existência, guardada no meu
peito, na minha alma.. um campo onde não
estou acostumada vem à tona, e é por ele que tenho de passar. Cheio de espinhos
e buracos onde tropeço e me vejo sozinha.. a batalha é longa, mas não infinita.

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