terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Dias assim [...]


Os últimos dias não têm sido fáceis, têm sido tristes, monótonos, solitários e sem sentido algum! Entre quatro paredes, olho para os lados, as minhas costas sentem o frio da parede e perco o chão. As minhas lágrimas caem há velocidade que o sol nasce, as noites tem sido longas.. sinto um enorme fervor no meu coração, é como se algo o consumisse e nesse momento ele vacilasse.. Estou perdida num mundo de lembranças, nos esqueletos do meus sonhos que em tempos pairavam no ar e descansaram solenemente.. hoje evaporaram-se! A amargura foi coberta pela delicadeza de uma pétala, e o sofrimento por uma gota de orvalho ..
E realmente eu sinto um vazio que carreguei durante toda a minha invisível existência! E foi então que a tristeza sorriu-me e olhou para mim com um olhar sofisticado.. Eu não sei bem dizer o momento em que ela me perdeu, mas não demorou muito a que ela me voltasse a encontrar […] Mas é mesmo assim, a dor está lá e eu aqui, no meu silêncio. E é a simplicidade do vento que hoje me tocou e sinceramente não me importei se a chuva caiu sobre mim, ela disfarça toda a tristeza acumulada durante a minha estupida existência, guardada no meu peito, na minha alma..  um campo onde não estou acostumada vem à tona, e é por ele que tenho de passar. Cheio de espinhos e buracos onde tropeço e me vejo sozinha.. a batalha é longa, mas não infinita.

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