O que restou de mim depois de todo este tempo? O que me tornei depois de todas estas viagens por este mundo desconhecido? Que faço com todos os meus erros imperdoáveis? Onde estão todas aquelas ruas pelas quais caminhei? Que é feito daquelas pessoas que disseram nunca me deixar? Onde está o amor que a minha mãe diz sentir por mim? Onde está a mudança que me disseram que iria acontecer? Quando é que me voltarei a perder na minha cidade? E, sinto um aperto no peito que me sufoca, estou perdida dentro de mim mesma, mais uma vez. As palavras neste momento parecem tão vazias, mas é tudo o que consigo expressar neste momento. Sonho em ser feliz, mas uma voz dentro da minha cabeça insiste em nega-lo e cada movimento que faça, é um movimento perdido, sem direcção […] Certas imagens passam tão rápido pela minha mente e chego á conclusão que não me lembro do que deveria recordar e não esqueço o que deveria ter enterrado. Durante o dia o que não me faltam são certezas e ao cair da noite a única certeza é a de querer desaparecer. Todos os meus sonhos, hoje não passam apenas de miragens e a dor que sinto nunca se tornou tão visível como agora. Eu perdi-me completamente, perdi-me no silêncio das palavras, perdi-me nos meus erros, perdi-me ao querer ser aquilo que desejavam que eu fosse, perdi-me em cada corte no meu corpo e perdi-me na esperança de me encontrar. Mesmo assim, ainda há quem fale do meu sorriso, quem admire os meus olhos e quem se orgulhe do meu coração.. Mas um dia eu li que “Os sorrisos mais bonitos escondem os segredos mais profundos. Os olhos mais bonitos são os que mais choraram. E os corações mais gentis são os que mais sentiram dor.”
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
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