quarta-feira, 2 de abril de 2014

.

Acho impressionante como depois de tanto tempo continuas com essa facilidade de me culpabilizar e me mostrar que nunca serei ninguém na vida. Mostrar que tudo o que faço é errado, que tudo o que fiz nada valeu e tudo o que farei não me vai levar a lado nenhum. Sou um falhanço da vida e todos os dias me tentas mostrar isso, mas deixa que te diga que não o precisas de o fazer. Eu sei que falhei em muita coisa, mas ao contrário do que possas pensar, falhei no oposto em que dizes. Não falhei nas substâncias, nos cortes, ou no desprezo ou na frieza tão pouco. Falhei ao dar tanta importância a tanta coisa que de importante nada tem, ao tentar perdoar e encontrar bem lá no fundo sempre uma razão que justificasse todas as vezes que VOCÊS me magoavam, principalmente tu. Falhei quando chorei á tua frente, quando te pedi desculpa e quando permiti que tu visses que eu estava no chão. E que posso eu fazer agora? O arrependimento e lamentações não vão adiantar de nada! Já precisei de ti quando tu nem sabias disso e hoje não preciso, apesar de achares que dependo imenso de ti. Dispenso muito bem as tuas opiniões e por essa simples razão as decidi guardar todas numa gaveta a sete chaves. Farei sempre o oposto do que tu me disseres. Tu não sabes nada de mim e achas que sabes tudo! Irónico não é? A mãe não conhecer a sua própria filha. Esse teu mundo está demasiado desfigurado para mim, nunca fui de me preocupar com o que os outros pensam, mas tu sempre queres transmitir uma imagem muito errada de ti.. pra quê? Não deixas de ser quem és. No fundo ainda sinto mesmo raiva por ti, mas um dia vou sentir sabes o quê? Absolutamente nada.. por ti e não só. Mas, se tu achas que nunca falhaste na vida, deixa-me dizer-te que sim, falhaste, como minha mãe.

Sem comentários:

Enviar um comentário