segunda-feira, 3 de março de 2014

20.fevereiro.2014

Eu tentei. De todas as formas eu tentei não cair tão fundo. Tentei dar um passo atrás ao abismo. Tentei e não consegui. Senti como se todos os pedaços que havia juntado todo este tempo quebraram-se. A minha vida parou e não tive tempo de impedir. Guardo e vou guardando tudo e quando atingi o meu limite percebo que esse tudo me tem destruído, todos os dias um pouco. Palavras já não têm efeito sobre mim e quando escrevo não ponho em papel metade do que tenho na minha mente. Vai uma confusão tão grande superior á mudança de tempo que tenho vindo a assistir. O sono falha, não me resta muito a não ser chorar (...) Os meus pensamentos estão lado a lado com a morte. Eu penso todos os dias, o que faço cá? Que tenho eu a provar se nada pode e consegue mostrar tudo o que aguentei até hoje? Provar que sou melhor? Provar que sou forte e aguento-me quando nunca tive outra alternativa se não ser forte? Isto já ultrapassa o cansaço e o facto de estar completamente perdida. Estou num beco sem saída, estou e  ninguém me pode contrariar! Chegar aos 19 anos e olhar toda a minha vida, percebo que falhei. Por vezes penso que o melhor é nunca ter deixado a pessoa que era nem nunca ter deixado a vida que levava. E mesmo me faltando tanta coisa, eu tinha tudo! O erro aqui sou eu, apenas eu. Nada mudará isso, nada mudará tudo o que tenho em mim, e nem que fosse a pessoa mais feliz do mundo isso algum dia seria diferente. O que a mente guarda, nada nem ninguém consegue tirar [...]

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